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Magiball

29/10/2009

Quando não estão envolvidos com aventuras em masmorras, intrigas entre reinos e guerras contra exércitos bestiais, os habitantes de mundos de fantasia medieval precisam encontrar outras formas de passar o tempo – e uma dessas formas pode ser a prática de esportes. Entre nobres, a prática de hipismo é bastante comum, enquanto os mais populares se deliciam com combates épicos entre gladiadores nas arenas oficiais, ou entre lutadores de rua nas arenas clandestinas. Em Arton, no entanto, um novo esporte tem pouco a pouco conquistado a população, cada vez ganhando mais adeptos e fãs com suas jogadas fantásticas e partidas disputadíssimas e emocionantes.
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Dicas: Metamorfose

26/10/2009

A capacidade de mudar de formas tem sido parte da mitologia fantástica desde a aurora dos tempos. Do lobisomem ao doppelganger aos magos, criaturas que podem assumir outra visagem e passar por algo que não são são justamente temidas e admiradas. Portanto, não é surpresa alguma que o RPGQuest permite várias maneiras de mudar de forma. Lidar com um monstro ou personagem transformado pode causar confusão; exatamente o que acontece quando um mago se transforma em pássaro? O que pode fazer um druida quando usa sua forma selvagem para virar lobo? Se você começa a se desesperar sempre que alguém menciona a magia metamorfose, continue lendo e perca o medo.
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Conto: Aliança da Vida com a Morte

22/10/2009

Sati fechou os olhos, sentindo o corpo todo paralisado. O Verme Primevo escancarava sua enorme boca circular para devorar a jovem. A admirável espada que ela tinha cravado no torso do gigantesco verme escorregou de suas mãos, paralisadas com o veneno que vinha dos tentáculos dentados do monstro. Em questão de segundos Sati seria devorada pela criatura. Os vapores fedorentos que saiam do interior da aberração deixavam-na tonta. Murmurando uma prece para Binah, a Grande Mãe, Sati entregou o seu corpo para o abraço da morte.
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Eu vou ser o Mestre de novo?!?!

20/10/2009

Mais uma vez todo mundo se reune, interessadissimos em começar uma nova campanha, afinal foram gastos muito dinheiro comprando livros e suplementos. Esta todo mundo empolgado, menos uma pessoa…O mestre!
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Habilidades similares à Magia – parte 4

16/10/2009

Para finalizar nossa discussão sobre habilidades similares a magias, vamos falar sobre seu uso, as condições que o afetam e sua freqüência.
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Conto: Cidade das Almas

15/10/2009

Essa é uma história que minha mãe me contava quando eu era pequeno, e agora eu vou contá-la a vocês, crianças.

Sempre que as sombras se estenderem até envolver suas vidas, sempre que os problemas parecerem sem solução, sempre que o modo que não é correto pareça o caminho mais fácil para sair das dificuldades, lembrem-se de que os deuses sempre nos observam. Eles olham aquilo que fazemos, ouvem o que pensamos e sabem o que sentimos. E para tudo há uma resposta. Para cada ação ilícita há uma punição e para cada ato meritório há uma justa recompensa.
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Tipos de Jogadores

11/10/2009

Numa mesa de rpg, é comum encontrarmos varios tipos de jogadores…. Confira a seguir e veja em que categoria você se encaixa:
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Habilidades similares à Magia – parte 3

08/10/2009

Então, você está tentando determinar o nível de magia e a versão da habilidade similar a magia de uma criatura. Eis aqui a informação de que você pode estar precisando!
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Conto: Perdida entre as Feras

06/10/2009

No meio da floresta, uma jovem garota andava a esmo. O local era completamente estranho para ela. A garota estava vestida em uma confusão de peles de couro, com pedaços de madeira talhada e desenhada com os símbolos de seu clã cobrindo os ombros e o peito. A armadura tinha sido feita para uma pessoa de maior porte, o que dificultava os movimentos da garota. Seus cabelos curtos castanhos-escuros emolduravam um rosto pequeno e decidido, onde dois grandes olhos castanhos olhavam apreensivos para todos os lados da floresta, expressivos em meio à tatuagem facial de seu clã. Nas suas costas balançava o pequeno arco de ossos enquanto ela apertava a pequena espada de obsidiana que levava na mão direita. De uma coisa ela tinha certeza.

Ela estava perdida.

_É Sati, parece que dessa vez você realmente se encrencou!_ disse para si mesma, enquanto olhava frustrada para a floresta. Não havia nenhuma entrada para o Submundo por ali.

A jovem guerreira do clã da Garra Negra tinha quebrado a principal lei de sua tribo: ela tinha subido à Superfície, a Terra dos Mortos. Para a tribo era como se estivesse morta. Ninguém iria vir busca-la. Ela estava sozinha.

Durante o tempo que estivera na superfície, Sati não vira nenhuma caça decente, nenhum animal que pudesse matar e levar de volta para a tribo. Os Anciões repetiam sempre que o mundo da superfície não tinha mais nada para os vivos, que era governado pelos mortos e ameaçado pelos monstros antigos. Eles diziam que apenas só os Deuses, os sagrados Sefiras poderiam mudar essa situação, só eles poderiam devolver a terra de volta para os vivos. Mas os Sefiras tinham ódio dos vivos. Os Deuses estavam se vingando dos vivos, dando Ereth, o mundo de Aum Soph para os mortos. A marca da vingança dos Deuses maculava o céu de Ereth, na forma de um Buraco Negro que devorava Shemesh, o Sol Vital. Uma vingança contra os vivos que mataram os Deuses uma vez. Tudo que restara à sua tribo era viver pedindo misericórdia aos Sefiras pelos pecados dos antepassados.

Mas Sati não acreditava em nada disso.

Ela sempre achou que essas lendas eram como histórias para crianças, lendas criadas para evitar que os vivos retomem seu lugar na superfície. Porém todos os guerreiros do Clã da Garra Negra tinham que obedecer os Anciões, sem questionar. Mesmo com grande parte do clã definhando no Submundo, morrendo por causa da escassez de alimentos, por causa das doenças subterrâneas, por causas dos monstros que constantemente atacavam o clã. A palavra dos Anciões era lei para os guerreiros Garras Negras.

Mas Sati não era considerada uma guerreira pelo seu clã. Não tinha direito de portar uma arma, não tinha direito de caçar. Apesar de todo o seu treinamento, apesar de ser uma das melhores lutadoras que a tribo possuía, ela era uma Maternal, uma mulher destinada à procriação, destinada ao papel de esposa.Destinada à impotência.

Mas isso tudo iria mudar, se ela voltasse para o Submundo com uma generosa caça. Com certeza.

Sati olhou para a floresta em sua volta. Aquela era a segunda vez que subira a Superfície. Na primeira vez que estivera na Superfície, ela tinha ido junto com a tribo. Tinha estado em uma floresta parecida, quando fizera o Rito de Passagem à cerca de dois invernos atrás. O Rito que selou o seu destino, o dia em que a tribo iria ou não aceitá-la como uma guerreira. Ela se lembrava de Ramash, o seu irmão mais velho, olhando para ela com orgulho, certo de que ela iria passar com louvor no Rito, certo de que ela seria uma das melhores guerreiras que a tribo teria, e quem sabe, uma futura líder.

E ela estragou tudo.

Ela se lembrava do Não-Vivo que a tribo capturou para o seu Rito de Passagem, o ser que os anciões chamavam de Nor. Ela se lembrava do combate da iniciação, o olhar de desespero do Não-Vivo no momento em que ela iria decapitá-lo. Ela se lembra do que ela sentiu, mesmo com todos os ensinamentos dos Anciões, mesmo com todo o treinamento com seu irmão, mesmo sabendo que os Não-Vivos não merecem existir…Ela achou aquilo errado e isso custara a sua identidade. Jamais seria uma guerreira.Mas isso mudaria, pensava, se ela salvar a tribo da fome.

Sati escutou um barulho vindo de uma área ao seu lado direito. Ela pegou a sua pequena espada de obsidiana e a colocou na posição de combate. A floresta estava muito escura, a Lua Quebrada Ossiani e o seu Fragmento Erynae brilhavam no céu, o seu brilho pálido iluminando fracamente a floresta. Os olhos verdes de Sati, adaptados às trevas do Submundo, enxergavam claramente o vulto em meio aos arbustos. Parecia um animal de grande porte, um urso atroz ou um…

A criatura saiu dos arbustos repentinamente, pulando em cima de Sati em um ataque sobrenatural. A jovem bárbara reagiu instintivamente, pulando para o lado e tentando manter o seu equilíbrio. A criatura atingiu a arvore que estava atrás de Sati com um enorme estrondo, jogando uma chuva de farpas de madeira em suas costas.

Sati se recompôs e ficou de frente para a criatura. Era uma coisa horrenda, o que fez suas pernas tremerem, mesmo acostumada com os monstros do submundo. A criatura tinha o tamanho de um urso atroz, porém seu corpo era uma massa compacta envolvida por tiras de couro negro e placas de metal encravadas em seu dorso. Uma crista de ossos deformados de sua coluna vertebral saia da base de sua cabeça e percorria suas costas até terminar em um arremedo de rabo. A coisa se erguia sobre quatro patas, ou melhor, quatro braços humanos costurados em seu corpo e envolvidos com couro negro e metal. Nos locais onde aparecia a sua pele, Sati podia ver o branco cinzento característicos dos Não-Vivos, as veias que pulsavam com o sangue negro dos Malditos se delineando por baixo da pele morta. A criatura virou sua enorme cabeça, uma gigantesca boca cheia de dentes metálicos, deformando o que teria sido uma cabeça humana que tivera os olhos e o nariz cobertos com uma placa metálica escura.

Da boca da criatura escorriam fios negros do sangue dos não-vivos, e Sati via cortes profundos em todo o seu corpo. A guerreira recuava, tentando transformar o seu medo em uma estratégia de fuga. Não podia lutar contra uma coisa dessas. Porém antes que Sati pudesse correr, a criatura pulou novamente, caindo por cima dela e jogando-a no chão.

A enorme boca do monstro estava agora a centímetros do rosto de Sati. A criatura estava em cima dela prendendo-a no chão com suas fortíssimas patas-braços, como uma fera esperando para dar o golpe final em sua vítima. Sati reagiu, gritando e cravando sua espada na criatura através das brechas entre as tiras de couro negro que envolviam o seu torso. Porém a abominação não expressou nenhuma dor, apenas arfava e emitia sons guturais, cheirando a sua presa. O sangue negro molhava o rosto da jovem guerreira, e o cheiro horrendo que vinha do interior do corpo do monstro quase a fez desmaiar. O peso da criatura também era insuportável.

__Acabe logo com isso!__ gritou Sati.

A criatura mordeu o seu ombro, porém atingiu apenas a proteção de madeira. Saindo rapidamente para o lado, a criatura, ainda com a armadura de Sati firme entre a seus dentes enormes, começou a arrasta-la em direção aos arbustos de onde tinha vindo. O monstro a arrastava como se Sati não tivesse peso nenhum, e a guerreira tentava em vão se segurar nas pedras e nas raízes que via pelo chão.Foi então que teve uma idéia.

O monstro a puxava cada vez mais rápido. Sati soltou rapidamente as amarras de sua armadura e na hora que ela se soltou de seu corpo, rolou rapidamente para longe da criatura. A criatura levou alguns segundos para notar que sua presa tinha escapado, mas Sati já tinha começado a correr. Porém a criatura era muito mais rápida que a jovem guerreira. Antes que ela pudesse escapar, a criatura deu alguns pulos enormes em direção às árvores e usando seus troncos como apoio, rapidamente aterrisou em frente a Sati.

__Droga! Me larga! Olha que agora eu estou preparada, você não vai me pegar tão fácil quanto da outra vez!__gritou Sati para a criatura, tentando pegar o pequeno arco de osso que estava em suas costas. Sua espada ainda estava encravada no torso do monstro, e agora ela rezava para que o seu pequeno arco não tivesse quebrado com a sua queda.

A criatura rosnava e se aproximava de Sati. Porém não fazia nenhum movimento de ataque. Sati pegou o arco e rapidamente carregou uma de sua flechas, mirando em direção da cabeça do monstro. Porém, a criatura se aproximava lentamente, com a cabeça baixa e rosnando.

__O que você quer? Por Binah, eu estou falando com um monstro…Sati, você ta ficando doida menina!

A criatura soltou uma espécie grotesca de latido e mirou para o lado onde tinha arrastado a jovem guerreira. Sati mantinha o arco esticado.

__O que você quer? Tem algo por ali? É isso?

A criatura respondeu com outro latido grotesco.

Logo depois ela começou a caminhar lentamente em direção aos arbustos de onde tinha entrado e parou olhando para Sati e emitindo outro latido estranho, uma mistura de sons guturais e gritos cavernosos. O seu rabo de ossos espinhais balançava de um lado para o outro.

__Se eu não for com você, você acaba me matando, certo?

Outro latido de resposta.

Sati suspirou. “É dessa vez menina, você realmente estragou tudo”, pensou enquanto seguia a criatura, ainda com o arco armado em sua mão. A cada passo, Sati sentia que se afastava cada vez mais de sua tribo. Sua vida estava nas mãos de um monstro dos Não-Vivos. Ela sentia, que ao seguir a criatura sua vida mudaria para sempre. Era como os anciões diziam: “Em sua Sagrada Vingança os Sefiras determinaram que os Mortos guiariam os Vivos”. Ela finalmente entendera essa frase.
Sati seguiu a criatura por algumas dezenas de metros, tentando acompanhar os movimentos ágeis do monstro. A criatura pulava entre as árvores com uma velocidade impressionante, e sempre voltava para se certificar de que a jovem guerreira o estava seguindo. À medida que entrava na floresta, Sati sentia um frio crescendo em seu estômago. Ela tinha certeza de que a aberração não a estava levando para um local agradável.

À medida que caminhava, Sati notava que a floresta ia mudando de forma. Anteriormente quase morta, com árvores secas e definhando e com muitas árvores mortas-vivas com suas cascas negras e folhas esbranquiçadas, a vegetação começava a aparecer de maneira selvagem e profusa. Ela via um crescimento exagerado da vegetação, com plantas de formatos estranhos e misteriosos compondo a paisagem, assim como flores gigantes que ficavam se movendo como se fossem animais. Era tudo muito estranho, ela nunca vira algo parecido. Quanto mais ela seguia o monstro, o cenário em torno, uma espécie de explosão descontrolada de vida, ia ficando cada vez mais caótico.

Sati começou a notar que no chão onde pisava, apareciam pequenos olhos grotescos à medida que passava. Aquilo a deixou aterrorizada pois devia haver alguma magia muito poderosa em ação por aqui. Mais uma vez as palavras dos Anciões do clã da Garra Negra lhe vinham à mente: “Magia, o dom de Tifereth para o nosso mundo, é algo muito perigoso. Apenas os Shamans de nossa tribo sabem lidar com ela. Se você entrar em contanto com ela, lembre-se desse conselho: fuja!”. Só que os Anciões não avisaram o que fazer quando se tem uma criatura de mais de trezentos quilos pronta para te matar se você fugir. Mordendo o lábio inferior, Sati prosseguiu, acompanhando a criatura e tentando não pisar nos olhos e nas eventuais bocas cheias de presas que surgiam espontaneamente no chão.

De repente, Sati escutou um rugido, seguido dos sons inegáveis de uma fera se alimentando. Sati procurou prosseguir, passando pelas plantas surreais que surgiam ao seus pés e se enroscavam em seu corpo como serpentes. Com um certo esforço, Sati chegou até uma clareira, e o que viu fez o seu coração parar no seu peito.

Ali estava o foco da magia caótica que causara o crescimento selvagem da floresta ao seu redor. Uma enorme criatura com o aspecto de um verme translúcido e fosforescente estava devorando partes do corpo de um enorme homem caído. A criatura possuía uma cabeça horrenda e circular, com quatro tentáculos-membros se distribuindo na parte inferior de um disco de três metros de diâmetro, cheio de centenas de dentes dispostos em raios e ostentando, na parte superior, duas enormes presas colocadas entre dois olhos vermelhos e brilhantes. O seu corpo principal, de cerca de dez metros de comprimento, era meio-transparente, e Sati podia ver a perna da vítima descendo pelo trato digestivo do verme. A criatura estava devorando a parte inferior do homem que, inacreditavelmente, estava consciente e tentava se arrastar para longe do monstro.

A vítima estava vestida de um modo que Sati jamais vira. Ele usava uma armadura de metal negra, que parecia estar cravada na superfície de sua pele pálida e cheia de cicatrizes, ou melhor, costuras. A pele pálida indicava a sua origem: era um Nor, um dos não-vivos!

O Nor estava usando um elmo estranho, de formato esférico com várias aberturas circulares e com três lâminas cravadas em cima, como uma coroa bélica. O elmo estava ligado a uma corrente que terminava cravada no torso do Não-Vivo. O guerreiro tentava em vão socar a enorme cabeça do verme com suas mãos, mas o monstro parecia não sentir nada. Apesar da sua armadura, todas as vezes que o verme encostava em sua pele, um fogo branco-azulado surgia repentinamente do contato, e isso fazia com que o guerreiro gritasse.

Sati não sabia o que fazer. Ela olhou para a criatura que a guiara para esse lugar, provavelmente uma espécie de cão do guerreiro. A criatura olhava para ela ansiosa, como se esperasse que ela ajudasse o seu mestre. Depois de alguns segundos, impaciente, a criatura pulou em direção ao gigantesco verme. Uma barreira de energia azulada se ergueu, saindo de um círculo místico que brilhou em torno do verme e de sua vítima. A criatura que guiara Sati até o local bateu na barreira de energia e, com uma enorme explosão, foi jogada a mais de dez metros do local, caindo fumegante em meio a uma moita de plantas caóticas.

O guerreiro olhou em direção a Sati e gritou:

__Hei! Menina! ARGH! Vai me ajudar ou vai ficar olhando eu ser devorado por esse Primevo? AAAARGH! Eu não vou durar muito tempo, e (ARGH!) Vermes Kumarianos nunca se satisfazem com uma refeiçãozinha leve como eu! AAAAAAARRGGGGHH!

Sati olhava para os lados. O enorme verme parecia estar apenas interessado em sua presa. A jovem guerreira podia ver um círculo energético azulado de runas místicas que girava no chão em torno do verme e sua vítima. O guerreiro agonizante, como que adivinhando o seu pensamento, gritava, a voz abafada pelo capacete de metal negro:

__Não tenha medo (aaarrgh!), esse círculo mágico funciona apenas com mortos-vivos como eu e o meu necrophagi. Esses (AAARRGGHH!) malditos vermes primevos o usam para se alimentar em paz, mesmo em meio à um campo de (argh!) batalha! Agora aja, menina, pois depois que ele me devorar, é a sua carne que ele vai querer! AARRGHH!!!!!

__O que eu faço?!?__gritou Sati.

O verme kumariano arrancou totalmente a perna esquerda do guerreiro, que gritou. O necrophagi começou a se recuperar, e a sair cambaleante da moita onde tinha aterrisado. O guerreiro gritou:

__Minha espada (ARGH!), pegue a minha espada! Ela está (argh!) ali, perto daquela árvore!

Sati correu os olhos pelo lugar e viu, cravada no chão, uma admirável espada, quase do seu tamanho, com uma lâmina larga e estranhos desenhos cravados na empunhadura. A espada era dentada em um dos lados de sua enorme lâmina, enquanto o outro lado parecia extremamente afiado. Ao longo da lâmina, ela podia ver runas levemente cravadas em baixo relevo. Sati correu para a espada. Porém, no momento em que a segurou, não conseguiu tirá-la do chão. A espada era muito pesada para ela.

__AAAAAAAAAAAARGGHHHHHHH!

Os gritos do guerreiro aumentavam. Sati olhava para o verme com aflição e depois para a gigantesca espada. Ela tentava puxá-la com todas as suas forças, mas a lâmina não saía do lugar, não se movia nem ao menos um centímetro. O guerreiro iria morrer e seria sua culpa. Ela sabia que ele era um Não-Vivo, era um dos que tinham expulsado sua tribo para o Submundo, para baixo da superfície, mas ela tinha que fazer algo.

Sati fechou os olhos com força, e se lembrou dos ensinamentos de dos anciões sobre a Fúria, a principal arma dos Guerreiros do Clã da Garra Negra. Eles diziam que a Fúria tinha sido um presente do deus Kether para o clã, uma marca que o sagrado sefira deixou nos seus filhos mais selvagens. A Fúria era o eco da raiva dos deuses, o eco do desejo de vingança dos deuses assassinados.

A jovem guerreira sentiu a energia da Fúria dentro de sua alma, como uma bola vermelha de pura raiva. Usando os gritos de dor do guerreiro, que enchiam os seus ouvidos, ela deixou a raiva subir até a superfície de sua consciência, deixando-a explodir em sua mente e infundir o seu corpo com uma energia sobrenatural.

A jovem abriu os olhos, agora brilhando com a energia rubra da Fúria e agarrou a gigantesca espada. Porém, o Verme Kumariano sentira a mudança na jovem guerreira e interrompendo o seu banquete, soltou um urro ensurdecedor e atacou Sati, modificando o seu corpo rapidamente para cobrir a distância que o separava da jovem guerreira.

Sati estava de costas para o ataque do verme gigantesco. Porém, a Fúria a fazia sentir a aproximação do monstro. Com um grito de guerra, a pequena guerreira tirou a enorme espada do chão e a levantou para trás de sua cabeça, empalando o verme no momento em que este ia dar o bote. O verme urrou e retrocedeu, com os tentáculos em torno do enorme disco de carne e dentes que era a sua boca, tentando arrancar a espada cravada em seu torso. Sati, ainda sob o efeito da Fúria, girou o corpo e ficou de frente para o verme, agarrando a colossal espada e puxando-a para cima, procurando cortar o monstro em dois pedaços.

A criatura urrava de dor. Desistindo de tentar tirar a espada de seu torso, começou a atacar Sati com os seus tentáculos. Cada um deles possuía uma espécie de boca dentada em suas extremidades, e cada vez que atacavam Sati, eles mordiam, uma mordida ardente e extremamente dolorida. Sati, ainda imersa na Fúria, não notava os ataques e continuava tentando puxar a espada para cima. Porém, uma dormência foi tomando conta de seus membros, e ela foi sentindo o seu corpo se paralisando lentamente.

A Fúria foi esvaindo do seu corpo à medida que o veneno do verme kumariano ia fazendo efeito. Ela estava consciente, e quase conseguiu evitar o grito quando a criatura levantou-a com seus tentáculos, para devorá-la inteira, de uma só vez.

“Então é assim que eu vou morrer…”, pensou a jovem guerreira.

Por Newton Nitro

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Habilidades similares à Magia – parte 2

01/10/2009

Vamos encerrar o assunto de magias e habilidades similares a magias explicando as diferenças entre elas. Então você poderá ver algumas opções sobre como (e sobre como não) interromper habilidades similares a magias.
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