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Conto: Cadillacs e Dinossauros

29/11/2009

PARTE I – Sangue no Asfalto! Blecht!

Os pneus entraram derrapando forte na rua. Aquela marca ficaria por uns dois dias, se bem que, com essa chuva, talvez um dia tomasse conta do recado. Chelsea estaria linda se não fossem pelos enxames incessantes de velociraptors que atravessavam a rua, espantavam as pessoas e faziam coisas desagradáveis e prejudiciais para as bolsas de valores em geral. Pois bem

Como ia dizendo, os pneus entraram derrapando forte na rua. Jack sempre achou que chuva era horrível para a pólvora, mas sua escopeta estava muito bem, obrigado. Jack também achou que nunca teria que salvar nenhuma Mary, e agradeceu aos céus por não se chamar John. Não era hora para divagações. Ele engrenou a quarta no cadillac e disparou pela Eight Avenue, porque aquela repórter era lindinha e merecia ser salva dos monstros que assolavam Nova Iorque.

Bum! Bum! A shotgun dupla de Jack chorava sangue pela estrada. Caíam um a um, e os que ficavam eram prontamente esmagados contra o pára-choque. Jack se sentia particularmente sanguinolento hoje. Dinossauros na hora do almoço acabavam com seu humor. Nona, Décima, Ondécima Avenida, já perto da West Side Highway apareceu um dos grandes. Jack sorriu e parou o carro.

“Bicho, está na hora de dizer tchau-tchau.”

Ele acelerou e disparou na perna do tiranossauro. A pisada arrancou concreto e cimento da estrada e Jack deslizou por baixo como se seu carro fosse uma grande luva de boxe. Foi oportunidade para mais dois tiros, mas Jack sabia que não adiantavam muito contra a parede de escamas. O rugido foi ensurdecedor e deve ter quebrado alguns vidros. Ainda bem que o cadilaque era conversível.

“Eu odeio lagartos, cara.”

PARTE II – Mais Sangue no Asfalto! Blecht!
Jack pisou, arrancando fumaça da pista. Sacou da uzi em um belo movimento arquejado, virou o corpo, abriu fogo sobre o rosto do Rex. E ele não deve ter gostado. O dino pisou forte, alçou de seu pescoço enorme e abriu sua bocarra imensa, atingindo o cadilaque de lado, espelhando ferragem pela rua, quase capotando o carro! BLAM! Essa não. Foi a gota d´água para Jack. “Seu filho dum capeta!”, berrou, e saltou do banco.

A luta foi monumental. Armado com escopeta e metralhadora, Jack não parava de disparar, esquivar, disparar, rolar pelo chão, desviar, esquivar, disparar! Digna de uma superprodução! O dino ia só levando chumbo, chumbo, chumbo, tava com a boca aberta de tanto tiro! E Jack se movia como um patinador pela rua, usava as latas para saltar, empurrava-as sobre o dino, fazia de tudo, cara!

E claro, ele estava MUITO empolgado. Finalmente, uma peleja que durasse bastante! E o melhor, ele ia conseguir que pagassem um montão de cerveja para ele no bar só para ouvirem ele contar a história toda. Uma coisa que Jack gostava de fazer era contar histórias. Mas agora ele tinha que matar dinossauro. E matar dinossauro, francamente, é estressante.

Jack deu um último salto, rolou no chão, armou a escopeta com um som gutural. Clá! Clá! E disparou um tiro certeiro no meio da testa do tiranossauro. O trambolho desabou de uma vez só. Abriu um buraco na rua. Jack limpou o suor da testa. O dia estava apenas começando…

Nota: Conto originalmente publicado em uma lista de discussão da Ed. Daemon.

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Conto: A Caravana

27/11/2009

A cavalgada pelos Campos de Caça de Yzael foi rápida, sem maiores incidentes. Sir Deiphobus explicava para Sati, que ia agarrada na garupa de seu cavalo, que ele conhecia muito bem as trilhas seguras dos Campos de Caça, longe de plantas assassinas, predadores monstruosos e elementais assassinos. O Cavaleiro Matadeus explicava a Sati que as florestas de Ereth eram parte do plano de vingança dos Sefiras com todas as criaturas vivas, e seus habitantes não toleram nenhum intruso, mesmo se forem não-vivos. Sati apenas escutava calada, procurando aprender tudo que ouvia. Ela tinha passado toda a sua vida no Submundo, o mundo subterrâneo de Ereth, e não sabia praticamente nada sobre a Superfície. O Necrophagi os seguia de perto, hora passando na frente do cavalo-carniçal Espinhal, hora passando para trás. A criatura já tinha parado de rosnar com ciúmes para Sati e parecia estar se afeiçoando dela. Ou imaginando como seria o sabor da carne da pequena Shem.
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RPGs Bizarros: Unknown Armies

27/11/2009

“Moedas. Existe 50% de chance cada vez que atiramos uma moeda para o ar. Balas. Uma bala na verdade, e apenas um tambor. Existe 16,6% de chance cada vez que aperto o gatilho, de talvez enxergar em meus últimos segundos, o resto de meus miolos caindo ainda quentes no asfalto. As chances podem variar bastante em um jogo de pôquer. Mas os resultados nem tanto. E por isso estou correndo desesperado pelas ruas de Los Angeles. Desesperado, cansado, e com pouco “suco” que possa usar…
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Atributos em RPG

25/11/2009

Uma partida de RPG Old School é jogada inteiramente na imaginação dos Jogadores e Mestres, com no máximo miniaturas e mapas para ajudarem nas descrições do Mestre (existem outras modalidades nas quais as pessoas se fantasiam para jogar, chamadas “Live-Action”, das quais falaremos em posts futuros).

Como todos os jogos de tabuleiro, o RPG também tem regras. Antes de começarmos a nos aventurar em Masmorras e Templos perdidos, precisamos primeiro criar um Personagem, que é a conversão de parâmetros reais para este universo imaginário. Com os Atributos, definimos comparações entre os Personagens (quem é mais forte, quem é mais inteligente, quem é mais ágil, e assim por diante) e podemos fazer as ações de acordo com cada Personagem… É muito mais fácil para Gobbo, o ladrão de dedos leves, roubar uma carteira de um transeunte do que Klunk, o Bárbaro; porém Klunk terá mais facilidade para colocar uma porta abaixo a pontapés; Presto, o mago, apesar de raquítico e desengonçado, provavelmente será o personagem mais inteligente dos três.
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Use e Abuse dos Estereótipos

25/11/2009

Monte Cook nos trás um artigo sobre os Estereótipos no RPG. Este recurso pode ser de grande valia no RPG. Mas como usá-los em benefício do jogo? Eles são pontos de partida para a criação de Personagens do Mestre e Personagens do Jogador ou são a palavra final em termos de caracterização? Como usar as idéias pré-concebidas dos jogadores para surpreendê-los? Saiba mais lendo nesse artigo do Monte Cook, traduzido por Mário César do Grupo Sefirot.
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