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Conto: Madrok e as Legião de Enylak

29/12/2009

“Amigos, nessa hora amarga e triste me despeço, com lágrimas nos olhos pelos dias em que estarei longe, mas com um sorriso nos lábios pelos dias em que estivemos juntos. Me lembrarei de tudo, pois juntos estivemos por muito tempo em nossas venturas – e juntos temos histórias para alimentar as fantasias de nossos filhos, netos, e mais bisnetos, nas frias noites ao redor da fogueira. Sempre me lembrarei de todos, amigos, companheiros, irmãos, nos dias que passarei ao lado de minha doce amada, que logo será minha esposa. Lembrarei de como tiveram coragem para continuar pelo árduo caminho da peleja em busca de honra e de glória. A luz cegante já é alimento suficiente para a alma que anseia por grandeza, e que não se apercebe do abismo profundo que jaz à sua frente. Buscais a glória, meus amigos. Eu vos respeito. Mas devo seguir meu caminho.

E para me despedir, amigos, contar-vos-ei uma última história: uma história de luta, de glória, de orgulho e da perdição de grandes homens.

“Há séculos e séculos, quando nessa terra reinavam nobres que o tempo esqueceu, os humanos que habitavam a grande Ilha de Acrópoles migraram para o continente, deixando para trás 15 Graças humanas, cidades e nações grandiosas, ricas em todo o tipo de tesouro, encantamento e sabedoria antiga. A vasta ilha foi logo dominada por vis goblinóides e os tesouros das brilhantes nações foram perdidos, avultados pela turba bárbara e incivilizada.

Para deter os goblinóides e impedi-los de chegar a outros reinos humanos foi reconstruída a cidade-fortaleza nas altas montanhas que rodeavam a ilha. A cidade de Acrópoles, encravada numa garganta íngreme e dura como um cristal bruto, com torreões de pedra negra e muralhas altas e intransponíveis, serviu de abrigo para os poucos bravos que faziam frente à ameaça goblinóide. Não obstante fosse muita a bravura dos homens da cidade, o inimigo crescia em número e se tornava uma ameaça cada vez mais terrível. Então o regente de Acrópoles, o destemido Enylak, mandou aviso a todos os reis das terras do continente mais próximas à ilha. Ele pediu ajuda para resistir ao inimigo feroz e impedir que ele cruzasse os muros da cidade. Dos reinos do norte vieram 1600 soldados, dos reino do oeste vieram 1000 soldados, dos reinos do leste mais 3500 soldados, de pequenos reinos nas Terras Ermas do Sudoeste vieram 4000 soldados, da Floresta Élfica vieram 500 soldados e junto com a milícia de Acrópoles 10000 eram todos esses homens de guerra corajosos e ansiosos para liquidar os monstros goblinóides. Inúmeras e imponentes galeras e trirremes cruzaram o que hoje conhecemos como o Pequeno Mar da Guerra, que separa a grande ilha do continente, povoando-o de maneira que fileiras de naus se formaram por três dias no porto de Acrópoles e várias foram às levas de combatentes que desembarcaram. Prontamente foram organizados em comando do regente e grande general Enylak, compondo o mais formidável exército que já se viu, com armaduras reluzentes, com pilos e espadas afiados, arcos ligeiros, empunhados pelos mais bravos heróis.

O dia do ataque chegou. O chão tremia sob os pés das gentes de Acrópoles com os passos intrépidos da turba goblinóide. Logo, um enxame de seres horrendos saídos das entranhas da floresta infestou as altas montanhas, escurecendo e avultando a rocha como nuvens negras no céu antes da tempestade. As legiões de Enylak se puseram à frente das muralhas de Acrópoles e a mais intensa batalha já vista foi travada. Os goblinóides, que contavam mais de 50.000, caíam às centenas sob as investidas poderosas dos soldados. Dentre eles o herói Madrok, general da primeira coluna, foi o mais valente, deixando um rastro de corpos imundos no seu caminho, mandando de volta à escuridão de onde vieram milhares daquelas criaturas nefastas. Quando a encosta das montanhas já estava coberta por um tapete de cadáveres de goblinóides, os poucos que sobraram fugiram covardemente para a floresta cerrada. A vitória de Acrópoles foi avassaladora, e a legião formidável teve sua glória.

No entanto, os generais dos outros reinos protestaram a Enylak, pois o inimigo havia sido derrotado e eles nada ganharam com a vitória. Desesperado, e temendo que seu governo fosse interrompido por algum de seus aliados, o regente de Acrópoles decidiu se aventurar para fora das muralhas da cidade, dentro da imensidão de floresta que crescia no interior da grande ilha, pois que lá estavam as 15 Graças que haviam há séculos sido abandonadas. Aquela idéia muito o agradou, pois ele ansiava pelos tesouros magníficos esquecidos, que serviriam muito bem de quinhão aos seus aliados e certamente também para aumentar a sua própria riqueza. Todos os outros líderes concordaram, menos um: o grande herói Madrok. Cauteloso, ele temia adentrar o lar dos goblinóides, pois sabia que eles ainda não haviam sido completamente derrotados. Mas os outros homens não deram ouvidos a Madrok, pois se confiavam na invencibilidade do exército dos exércitos, e ansiavam pelos tesouros das 15 Graças esquecidas.

Dessa forma, os homens das legiões de Enylak avançaram para o interior da grande ilha, em busca da riqueza que sequer conheciam mas pela qual estavam fascinados. E essa foi a sua perdição. Muitas foram às causas de transtorno e o grandioso exército foi dizimado. Cada líder seguiu com seus homens, em busca das ruínas dentro da floresta densa e escura, e cada um deles encontrou o seu fim. Os homens de todos os reinos rumaram para diversas partes e um a um acabaram todos trucidados por bestas enormes e inomináveis que viviam nas entranhas da floresta. Outros de menos sorte partiram em busca da torre de Marfim de Neu, cujo brilho viam reluzir acima da copa das árvores, mas se embrenharam tão profundamente na selva que morreram de fome e de doenças misteriosas causadas pelos ares e bichos dos pântanos. Outros tiveram fins tão terríveis que nem sequer a poeira da história foi capaz de contar. Por fim, os soldados de Acrópoles, comandados por Enylak, partiram para Gavannia, que era descrita pela história como sendo a mais esplendorosa e rica, cujo palácio era construído de ouro maciço e cravejado com as mais preciosas jóias. Mas Gavannia, fora tomada pelos goblinóides há séculos, quando Acrópoles ainda não fora reconstruída, e era agora sua fortaleza. O segundo em comando Madrok havia ficado alerta durante toda a empreitada e percebia que a tropa estava sendo vigiada. Então, quando os homens de Acrópoles vislumbraram o fulgor do ouro de Gavannia, Madrok deu um alerta sobre as criaturas que se escondiam por entre as árvores, mas os homens foram trucidados pelos milhares de goblinóides que saíam dos cantos mais obscuros e inesperados e se movimentavam pela floresta com grande agilidade, pois a conheciam há muito tempo. Madrok, vendo a barbárie daquelas criaturas e como os seus homens caíam mais rápido do que seus olhos podiam acompanhar, buscou o regente Enylak. Ele foi tomado de horror quando viu o corpo do destemido monarca ser rasgado em pedaços sangrentos e devorado por aquelas imundas criaturas. Ele saiu correndo o mais rápido que pode, livrando-se dos monstros que saltavam sobre ele com força e fúria. Ele correu até que a floresta ficasse mais aberta e, livre dos inimigos, continuou andando até as muralhas de Acrópoles, sem dormir. Ele chegou sozinho, desolado, ferido e cansado aos portões da cidade, único sobrevivente das formidáveis legiões de Enylak. No seu rosto estava estampado todo o horror que jamais pode ser descrito como realmente foi. Seus olhos profundos assustaram todos os habitantes de Acrópoles e ninguém acreditava que tão grandioso exército houvesse sido liquidado Por meses esperaram a volta dos homens, mas foi em vão. A Desmedida havia posto fim num sem número heróis. Madrok viveu atormentado, sem nunca se preocupar com glória ou honra e sua alma jamais teve descanso.”

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Conto: O Libertador – parte 4

22/12/2009

Bem, a verdade é que Gruvar tinha ordens de só retornar a cidade quando tivesse exterminado todos os elfos daquele bando. Para sua sorte, acabou descobrindo que se tratava de apenas um. Seria isso uma coisa boa ou ruim, afinal?
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O Jardim Secreto para o Éden

20/12/2009

Parte 1/8
Parte 2/8
Parte 3/8
Parte 4/8
Parte 5/8
Parte 6/8
Parte 7/8
Parte 8/8

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Guia de Monstros Reimpresso

18/12/2009

O Guia de Monstros acaba de chegar da gráfica e está novamente disponível em nosso catálogo. Nele, você encontrará as fichas completas de 682 monstros (isso mesmo, você leu direito: seiscentos e oitenta e dois monstros!), desde os menores tipos de insetos venenosos aos maiores dragões, passando por demônios, dinossauros, observadores, mortos-vivos, trolls, abissais, asuras, medusas, gênios, goblinóides, monstros marinhos e gigantes, com mais de 440 ilustrações.
O livro também possui 138 novos poderes especiais, que podem ser combinados com os Monstros para gerar criaturas únicas (como um orc psionicista, um observador com regeneração ou um troll capaz de se transformar em névoa!).
Além disso, o livro contém 8 “modelos adquiridos”, que são características que podem ser adicionadas a um monstro (como por exemplo, um rinoceronte esqueleto, um dragão atroz ou um doppelganger vampiro!).

Confira na Loja de RPG.

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Conto: Verótika

18/12/2009

Verótika Codorvero olhava ao redor, segurando o cálice de vinho sanguíneo displicentemente. Os nors não necessitavam do sangue dos vivos para se alimentarem, como a escória vampírica do reino negro de Daol. Porém, o vinho nor feito do sangue dos mortais proporcionava aos não-vivos um prazer peculiar. Era por isso que Verótika tinha convencido seu pai, o temível Barão Ferthus, a comprar uma das mais produtivas necrovinícolas do norte de Zohar, no vale do rio Theras. E aquele era um vinho sanguíneo da melhor qualidade, um Narcose Ivingnon do ano de 932 d.k., feito exclusivamente com crianças mortais de até oito anos de vida, importado das longínquas terras de Kirath, na planície Ivingnon.
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Conto: O Libertador – parte 3

11/12/2009

Ruínas e cinzas enchiam os olhos de todos aqueles que adentravam os outrora orgulhosos portões de Lenórienn. Torres e cúpulas ainda fumegavam do incêndio que seguiu-se da queda da cidade. Batalhões de Bugbears e Hobgoblins iam e vinham pelas avenidas, levando corpos vivos e mortos, que serveriam de alimento e mão-de-obra escrava. Pelos destroços das muralhas, cabeças dos guerreiros que lutaram bravamente para resistir ao avanço da recente Aliança Negra foram erguidos como um anúncio contra todos que se oporem ao novo general, Thwor Ironfist. Na praça central da cidade, estava a cabeça de ninguém menos que o regente de Lenórienn, Khinlanas.
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TOP 20 RPG – Novembro-2009

09/12/2009

A Seguir está a lista dos 20 sites/blogs de RPG mais visitados no mês de Novembro/2009: O Número entre parênteses indica a posição do site no ranking do Alexa Brasil (classificação do site entre todos os sites brasileiros; quanto menor, melhor):

1 – RPGOnline (3.258)
2 – Ambrosia (4.582)
3 – Devir (6.625)
4 – RedeRPG (8.337)
5 – Paragons (9.968)
6 – SpellRPG (14.594)
7 – Daemon (15.737)
8 – Taverna do Goblin (17.459)
9 – Moonshadows (19.383)
10 – Jambô (19.408)
11 – RPGArautos (19.752)
12 – D3 System (25.149)
13 – RPGBlogs (27.835)
14 – Streetfighter RPG (29.069)
15 – Pergaminhos Dourados (34.318)
16 – Rolando 20 (36.438)
17 – Nitro Dungeon (38.603)
18 – Non Plus RPG (39.316)
19 – A Matilha (40.224)
20 – Dot 20 (41.127)

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Conceitos Básicos de RPG

04/12/2009

Como em qualquer jogo, é preciso conhecer as regras e os termos utilizados para se poder jogar. RPGQuest não é uma exceção. No decorrer do jogo, ou mesmo quando você estiver criando seu Personagem, nós utilizaremos muitos termos que talvez você não esteja familiarizado. Esses termos usados no sistema de magias e combates também são tratados neste post.
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Conto: Irina, a deusa que anda entre nós

04/12/2009

No início dos tempos, antes do próprio tempo, quando os deuses ainda caminhavam sobre a terra, havia uma deusa que era a criatura mais bela que já existiu, pois ela encerrava em si a beleza de toda a Criação – todos os crepúsculos, todas as flores, todos os perfumes, todas as melodias, por mais belos que nos pareçam, eram pálidos diante de seu esplendor, pois a beleza de todos eles existia através dela. Seu nome era Irina, a bela, que ensinou a nós, homens, o amor. Embora fosse admirada e desejada por todos, ela amava apenas um ser, com toda a força de seu espírito. O objeto de seus afetos era o soberbo Radaksan, o justo, mestre do arbítrio, criador da raça humana.
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Regras são apenas regras…

02/12/2009

Até onde as Regras atrapalham ou ajudam o Mestre de RPG? No artigo dessa semana, Monte Cook fala um pouco sobre o conflito entre regras versus criatividade. Deve-se respeitar todas as regras ou o Mestre pode mudá-las para encaixar em sua criatividade e no modo como quer mestrar suas aventuras? E se as regras mudarem de acordo com as necessidades do mestre, isso não atrapalhará o jogo? Veja a visão de Monte Cook sobre esse dilema nesse artigo traduzido por Herman “Black Ninja”, do Grupo Sefirot.
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