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| O Sistema de Magia Cabalística |
Existem duas tradições cabalísticas na cultura ocidental; a Cabala Judaica e a Cabala Hermética. Ambas as doutrinas possuem muito em comum, sendo os nomes dos deuses, das ramificações e da numerologia envolvidos os mesmos.
A lenda judaica traz a origem da cabala nas escrituras do antigo testamento, dizendo que Deus entregou a cabala a Moisés no alto do monte Sinai.
Para os aesires, ou arianos, a origem da Árvore da Vida remonta aos antigos nórdicos. Segundo as lendas, Odin foi o primeiro a descobrir a Árvore Sagrada Yggdrasil e a Roda dos Nove Mundos, responsável pela circulação da energia mística entre os planos de existência.
Os Triângulos e as Formas
A Árvore da Cabala está dividida em três triângulos, cada um compreendendo três sephiroth. Esta divisão foi proposta durante o século XIV, mas passou a ser efetivamente utilizada após o estudioso do ocultismo John Dee (1527-1608) descobrir as chaves enochianas, enquanto trabalhava com a Golden Dawn. Essas chaves, também chamadas de chaves prateadas devido à sua ligação com os anjos de Paradísia, nada mais eram que as combinações de Formas e Caminhos utilizadas pelos sábios herméticos desde a Idade das Trevas.
Criar
O primeiro triângulo, chamado de Triângulo da Criação, compreende Keter, Hochma e Binah.
Keter simboliza os deuses da criação, responsáveis pela existência e manutenção do universo e os princípios do supremo. Os deuses relacionados a Keter mais conhecidos são Metraton, Ymir, Chronos, Gaea, Brahma e Shiva.
Hochma, às vezes chamado Chokmah, representa os deuses paternos, detentores do poder patriarcal. Os deuses relacionados à Hochma mais conhecidos são Zeus, Poseidon, Hades, Amon, Thot, Odin e outros.
Binah representa a mãe celestial e os poderes do matriarcado. Representa as deusas da criação femininas, como Ísis, Hera, Frigga e Hecate.
Os três sephiroth formam o mais alto triângulo cabalístico, responsável pela Forma da Criação.
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Entender
Os três sephiroth centrais formam o Triângulo da Compreensão, ou do Entendimento e incluem os sephiroth Hesed, Giburah e Tiferet.
Hesed representa o grande amor, a piedade e a glória. Seus deuses principais eram os que representavam a justiça divina e imparcial, como Forseti, Heimdall, as Nornes, Tyr, Osíris, Bhahma (a face justa) e outros.
Giburah representa a força. Também representa os deuses da guerra e das batalhas em todas as principais culturas. Os deuses relacionados à Giburah são Thor, Ares, Hefaestus, Kali e Horus, entre outros.
Tiferet, ou o sephirah central, representa o amor, a harmonia e a majestade. A ele estão relacionados os deuses do sol e da Luz, curandeiros ou iluminados: Osíris, Apolo, Helios, Adonis, Bran, Amaterasu, Mitras entre outros.
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Controlar
Os três sephiroth baixos formam o Triângulo do Controle, ou Astral e compreendem os Sephiroth Netzach, Hode e Yesode.
Netzach representa a vitória e a conquista através da sedução. A este Sephirah estão relacionados os deuses e deusas do amor, como Afrodite, Hathor, Ishtar, Nike e Cerridwen.
Hode representa o explendor e o controle através da verdade. Os deuses relacionados à este sephirah são os professores ou mensageiros, como Bragi, Hermes, Anubis e Ogma.
Yesode representa o controle através da ilusão e dos encantamentos e está relacionado aos deuses lunares como Nana, Diana, Ganesha, Selene e outras.
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O último sephirah chama-se Malkuth e representa o reino da Terra, que recebe todas as influências das Formas de Magia. É Malkuth que governa e influencia os Caminhos em suas formas mais básicas e primitivas e a ele estão relacionados os deuses da fertilidade, como Freya, Marduk, Cernunnos, Demeter e outras.
Entre cada um desses sephiroth está um Path (Caminho), em um total de 22 Paths, representados por um anjo e por uma carta de Tarot específica. Cada um desses Caminhos corresponde a uma ordem de magos na Cidade de Prata e os 32 arcanos resultantes da Árvore deram origem à formação das primeiras ordens do Arkanun Arcanorum.
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