Ordem Martinista dos Elus Cohens

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Originalmente fundado por Martinez de Pasqually em 1768. Foi fundido com alguns ritos Maçons pelo discípulo dele e sucessor Jean Baptiste Willermoz. O Dr. Blitz de Eduoard, um companheiro antigo de Papus, trabalhou com os Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa de Willermoz, nos E.U.A., e consequentemente mantinha a exigência de afiliação maçônica. Depois da Segunda Guerra Mundial, Robert Ambelain (Sar Aurifer), era seu Grande Mestre e mantinha rituais Elus Cohen que ele tinha obtido de várias fontes , reavivou a Ordem Martiniste des Elus Cohens que praticava justamente esta forma operativa de teurgia. Ambelain também preservou somente esta Ordem aos Homens.

Os Elus-Cohen tinham em seu Mestre, Martinez de Pasqually, o grande agente responsável pela sua comunicação com o invisível. Segundo os historiadores, eles se reuniam para invocar La Chose ou A Coisa (em tradução literal). Muitos acreditam até hoje que La Chose era uma inteligência planetária, outros dizem que era um ser espiritual chamado Metraton Sarphanim.

Diferentemente do que aconteceu com Aiwass, que se serviu do corpo de um ser humano para revelar sua mensagem, La Chose quando se manifestava, não precisava de um corpo para sua manifestação; ela materializava-se. Ora, mas para isso precisava de vários elementos Mágicos para facilitar sua materialização e dado o poder destas sessões, muitos discípulos de Pasqually cobriam os olhos temendo o fenômeno.

Os elementos Mágicos para a manifestação de La Chose eram desde Armas Mágicas até orações antiqüíssimas, descobertas por Pasqually nos países antigos (não iremos citar onde para não causar melindres nos “novos Cohen”).

Recentemente, apareceram vários escritos do Mestre Robert Ambelain sobre os Elus-Cohen, na forma de livros publicados na França, onde são descritos alguns rituais da Ordem. A verdade é que as fórmulas autênticas usadas pelo Mestre Martinez de Pasqually jamais serão divulgadas em livros, isso seria incoerente, dado o nível de preparo que estas práticas exigiam de seus discípulos, o que causou na época certo desconforto ao Mestre, pois muitos discípulos se viam incapacitados de fazê-las.

Grãos Mestres

A Ordem original do Cohens Eleitos tinha trabalhado de 1767 a pelo menos até 1807. De lá para cá a linhagem está quebrada ou pelo menos incompleta. Estes são o iniciados principais da Ordem dos Cavaleiros Maçons Eleitos do Elus Cohen do Universo na França:

1. Martinez de Pasqually 1767-1774 2. Caignet Lestere 1774-1779 3. o Sebastian las de Casas 1780 4. G.Z.W.J. 1807 de 1942-1967: 1. Robert Ambelain (Aurifer) 1942-1967 2. Ivan Mosca (Hermete) 1967-1968 No seguimento Italiano : 1. Krisna Frater 2. Francesco Brunelli

Graus

Arthur Edward Waite indica os seguintes estudos dos "Sacerdotes Eleitos" ou "Elus Cohen". Os quatro primeiros graus são maçônicos. Os seguintes tratam de:

  • Quinto Grau Aprendiz Eleito Cohen: a instrução deste grau divide o conhecimento sobre a existência do Grande Arquiteto do Universo e sobre o princípio da emanação espiritual do homem. Mesmo a Ordem é emanada do Criador e tem sido perpetuada até nossos dias por Adão, de Adão para Noé, de Noé para Melquizedeque, portanto a Abraão, Moisés, Salomão, Zorobabel e Cristo. O sentido desta transmissão dogmática é que sempre tem existido uma Tradição Secreta no mundo, e que sucessivas épocas a tem manifestado com sucessivas custódias. È com este sentido que a Ordem diz Ter o propósito de manter o homem e sua virtude primitiva, com seus poderes espirituais e divinos.
  • Sexto Grau Companheiro Eleito Cohen: o estudante aprende a Caída do Homem. Ele é passado da perpendicular ao triângulo, ou da união do Primeiro Princípio ao da triplicidade das coisas existentes. O grau de Companheiro tipifica essa transição. Ao Candidato desfazer a Queda, na qual seu próprio espírito se acha submerso.
  • Sétimo Grau Mestre Eleito Cohen: simbolicamente o Candidato passa do triângulo ao círculo. Trabalha nos círculos de expiação que dizem ser seis, em correspondência com as seis concepções utilizadas pelo Grande Arquiteto na construção do Templo Universal. Se explica o simbolismo do Templo de Salomão. Estimula-se os membros deste Grau a caridade, aos bons exemplos e a todos os deveres da Ordem, para a reintegração de seus princípios individuais, simbolizados no Mercúrio, o Enxofre e o Sal.
  • Oitavo Grau Grande Mestre Eleito Cohen Particular: o candidato entra no círculo da reconciliação. Estimula-o a abraçar a causa da luta contra o mal sobre a terra, que tenta destruir a Lei divina. Devem ser soldados do Reconciliador, o Cristo. Se adverte o candidato a não ingressar em ordens secretas que pervertem os ensinamentos recebidos. Simbolicamente o candidato tem 33 anos.
  • Nono Grau Grande Arquiteto ou Cavaleiro do Este: simbolicamente o candidato tem 80 anos. É um Grau de Luz e o Templo se abre com todas as luzes acesas. Existem quatro Guardiões, que representam aos quatro ângulos dos quatro pontos cardeais do céu. Se estudam os mistérios das Tábuas Enoquianas de John Dee.
  • Décimo Grau Grande Eleito de Zorobabel ou Comandante do Este: o Candidato trabalha sobre a Redenção. É muito pouco do que se pode dizer desse Grau.
  • Décimo Primeiro Grau Cavaleiro Reaux Croix: sem dados. Supõe-se que simboliza a realização de Cristo.

A ordem se fundiu com a Ordem de Martinista de Phillipe Encausse. Ambelain publicou uma declaração na revista de Martinista ´L'Initiation" em 1964 relatando o fechamento da ordem. 30 anos depois foi reavivado mais uma vez - novamente por Ambelain - que ainda parece estar morando em Paris.