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Conto: Aquiles – Parte 2

Canta então, ò divina Calíope, a façanha do valoroso descendente de Zeus, amado por Atena e Hera dos níveos braços, diante das muralhas de Tebas das sete portas. Principia pela chegada das finas naus dos aqueus belicosos de belas cnémides na planície tebana. Quem, dentre todos os guerreiros cobertos de resplandecente bronze, foi o primeiro a desembarcar nas terras de Eécion, aos pés do Monte Placo arborizado, para trazer morte e homicídio aos cilícios? Aquiles, implacável destruidor de homens, conquistador de cidades, armado de lança de sombra longa e espada de bronze com cravos de prata jogada por sobre os ombros, protegido por couraça cintilante bem presa por arreios de couro e, à cabeça, brilhante capacete encimado por crina de cavalo, além do escudo redondo grande e robusto, como se houvera sido forjado pelo próprio Hefesto, o ilustre obreiro. Ao seu lado, Pátroclo, valente filho de Menécio, empunhava mortal pique de ponta de bronze e carregava, cruzado ao peito, um arco curvo feito dos cornos de um cabrito montês com tesa corda, similar à arma de setas divinas de Apolo que fere de longe. Aos olhos dos Cilícios, se lá estivessem, assemelhar-se-iam os heróis a Deimos e Phobos, filhos de Ares, flagelo dos mortais, tal o pavor que causariam entre as hostes de defensores fiéis a Eécion.

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Conto: As façanhas de Aquiles

Dizei-me, ò Musas que habitais as moradas do Olimpo, se já houve entre os humanos dotados de fala exército mais numeroso do que aquele levantado pelos aqueus de belas grevas para combater à força guerreira os filhos de Ilíon, ampla urbe de Príamo. Assim como no dorso do mar revolto tomam corpo, à vontade de Poseidon, vagas descomunais que alquebram as naus recurvas no sopro da tempestade, assim a horda de guerreiros argivos se lançou às águas em suas rápidas naves de muitos remadores a fim de levar homicídio e morte aos Troianos descendentes de Dárdano. E tal como, empurradas com vigor pelo Euro e pelo Noto, açoitam sem piedade estas vagas um alto penhasco, assim os impetuosos aqueus revestidos de bronze açoitavam as cidades da Tróade bem povoada. Eram chefiados, os aqueus, pelo atrida Agamêmnon, rei de Micenas repleta de ouro, rival dos deuses em grandeza e nobreza, semelhante, no olhar altivo, a Zeus, porta-édige, na sabedoria e tenacidade a Atena dos olhos de coruja, justa e poderosa e, no braço armado, a Ares, impetuoso. Assim sobressaia entre os homens e heróis o filho do ardente Atreu, domador de cavalos.

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Mapa de Neokosmos

A maior parte da porção conhecida do NeoKosmos é composta pelas 12 polei (cidades-estados) da Nação Grega, ou Hélade. Estas polei são espécies de ligas e confederações centradas em uma grande cidade (polis) e diversas outras cidades menores, vilas e povoados aliados, dominados ou influenciados pela “capital”.

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Aniversários

Aniversários do Dia

Aniversário de 3 anos do lançamento dos livros Neokosmos e Ninjutsu – A Arte da Guerra das Sombras, e de 2 anos de Manriki Gusari – A Corrente de Combate Ninja
Neokosmos traz um ambiente completo de jogo com regras para Sistema Daemon e D20, incluindo raças, classes, classes de prestígio, kits, aprimoramentos e talentos, além do panteão completo e as 12 principais cidades-estado.
Ninjutsu – A Arte da Guerra das Sombras é um livro sobre as milenares técnicas ninjas de luta combate e combate armado e desarmado. Narra a história do estilo e suas principais caracterísitcas e técnicas.
Manriki Gusari – A Corrente de Combate Ninja ensina e detalha os movimentos básicos no uso da corrente, a primeira arma treinada pelo aprendiz de Ninjutsu.

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Conto: Neokosmos

Grécia, 370 a.C.

O senhor do Olimpo inspirou profundamente, e relaxou seus ombros no encosto de seu trono. O néctar, a bebida mais saborosa e refrescante que poderia ser concebida, tinha um gosto amargo e pungente nos lábios do deus dos deuses. Surpreendentemente, ele não se importava. O relâmpago em sua mão ainda era capaz de fulminar qualquer ser que não o próprio senhor do Olimpo que tocasse, mas era perceptível ao deus supremo que seu ardor não era o mesmo de antes.
“Antes…”, pensou Zeus, “O que pode o Antes ser mais que o Depois ou que o Agora? O tempo não tem significado para aqueles que são imunes a sua passagem… ou tem? Seria essa a vingança final de meu pai, tendo perdido a batalha, mas finalmente vencido a guerra?”
Os outros deuses presentes no salão do Olimpo não percebiam, ou não se importavam, com as inquietações do maior entre eles. Zeus mudou de posição em seu trono, um reflexo físico de sua mudança de opinião.
“Não! Chronos está trancafiado no Tártaro junto com os outros Titãs. O tempo não afeta o Olimpo. Isso é uma preocupação dos homens, e que importam os insignificantes problemas dos mortais para aqueles que aqui estão?”

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Bancas de Jornal

Estamos preparando uma nova invasão às bancas de jornais com nossos RPGs. Aguardem novidades para os próximos dias.